quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Exemplo prático de UGC

UGC é um acrônimo para User Generated Content, Conteúdo Gerado pelo Usuário. Pelas versões que esse vídeo ganhou pela internet afora é perigoso disputar o vídeo do ano no VMB.

Vi o twitt do @Marcello_Serpa e fui clicar para descobrir o que era tão engraçado:



Descobri isso aqui:



Depois ampliei minha pesquisa no youtube e achei esses daqui.

































Essa onda de criatividade que os usuários têm em clusters é impressionante. Perceba o volume de conteúdo editado para puro entretenimento. Como pensa o Jenkins, imagine se boa parte de toda essa energia fosse canalizada para ter soluções para os problemas sócio-econômicos no nosso país?

segunda-feira, 8 de junho de 2009

E-vangelização: a religião colaborativa

Sempre fui muito ligado à religião, tanto pela influência da família como pela minha participação em movimentos da igreja. Sou católico atuante e respeito o ecumenismo. Venho acompanhando e estudando os conceitos de web colaborativa há algum tempo, e não achei que toparia com um cruzamento tão claro da minha religião com o meu trabalho/estudo.

Certa vez li um um artigo sobre webart em que na introdução havia um trecho que falava sobre a possibilidade da era da imanência, sem hierarquias, acontecer na internet. Nesse cenário sem hierarquias, não havia então o topo máximo das hierarquias, que segundo o cristianismo é Deus. Apresentei um artigo de iniciação científica sobre webart e coloquei esse ponto na apresentação. Fui questionado por um pastor que rebateu meu argumento dizendo que existiam hierarquias na internet e cada indivíduo conectado transporta à rede, ao virtual, senão toda, pelo menos parte da sua identidade e das experiências reais, onde Deus continua existindo na internet.

A questão é: as palavras do pastor fazem sentido, principalmente hoje.

Vou puxar um exemplo prático: a Canção Nova. Com certeza há toda uma história por trás da proposta, do surgimento, da instalação na Cachoeira Paulista, da construção do rincão... mas eu chamo atenção para a sua comunicação.

Website da Canção Nova

Um dia minha mãe comentou que ia assistir a canção nova pela internet e me doeu no coração ter que falar '_Mãe, não tem como'. Mais tarde eu conheci o website da Canção Nova e pude observar que além da WebTV (ao vivo), existiam ainda: web-radio (ao vivo), espaço no second life, chat, blogs, rede social da própria canção nova e comunidades no orkut, além de outros recursos numa estrutura multilíngue. Fiquei boquiaberto, pensei: 'Se existe esse tamanho de oferta, é porque existe demanda'. E assistindo a própria tv (que pega melhor do que qualquer outro canal aberto por estas bandas) vi uma espécie de Departamento/Grupo de Pesquisa & Desenvolvimento elaborando novos produtos de comunicação para a Canção Nova na internet.

Twitter da Canção Nova

Toda essa estratégia de presença acompanhada de um trabalho de identidade visual, considerávelmente bom, permite que a marca desbrave uma evangelização via internet, de uma forma mais agradável, eficaz e eficiente do que os powerpoints religiosos que lotam nossas caixas de emails.

Inicialmente, eu subestimei os fiéis do cristianismo, mesmo sendo um, na propagação da mensagem via web. Lendo o livro do Henry Jenkins, Cultura da Convergência, observando e participando desse fenômeno, passa a fazer cada vez mais sentido palavras como comunidade, coletividade, colaboração e conhecimento.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Cultura "Digital" de Mercado

Assistindo a aula sobre Cultura de Mercado na pós-graduação de Gestão em Marketing, ministrada pelo prof° Roní Silva, fiquei pensando sobre todo o avanço da internet nos últimos anos. Pode parecer que eu estava 'baleiando', fora do ar, mas na verdade há muito sentido neste link.

Com todo esse avanço, as práticas de pesquisa e mensuração de resultados avançaram junto. Jamais houve método de mensuração quantitativa com tamanha exatidão como nós temos na internet hoje. Como diz o prof° Jheison Holthausen, "a internet deixa rastro". Ferramentas como o Google Analytics ou as enquetes das comunidades do Orkut me deixam fascinado por traduzir com facilidade, em gráficos, todo um esforço de mensuração, outrora deveras desgastante.

Painel do Google Analytics.

Pesquisa da comunidade 'Arquitetura de Informação', no orkut.

Ontem, acompanhando o #fmds pelo search do twitter, vi uma mensagem de uma usuário: "#FMDS Você já fez, faz ou faria post pago. Ao clicar no link, você vai para um formulário de enquete do Google Docs com o título 'FMDS - Post Pago' e as perguntas 'Qual seu blog?' e 'Você já fez post pago no seu blog?'. Os resultados então seriam publicados ao final do dia, com 64 respostas para uma pesquisa feita num único dia, requisitada de dentro de um fórum de discussões. Qual seria o custo e o desgaste de uma pesquisa dessa a 20 anos atrás? Primeiro que a 20 anos atrás não existia blog. :)

Acompanhando o Fórum de Mídias Digitais e Sociais ao vivo pelo search.twitter.com, pela tag #fmds.

A velocidade da informação cruzando o mundo de um lado para o outro já se incorporou ao hábito de muita gente. Pessoas jurídicas se relacionam com pessoas físicas e em algumas vezes se confundem. Uma década foi suficiente para gerar uma revolução sem precedentes e irreversíveis no comportamento do consumidor. Cabe às empresas perceber a evolução da cultura do mercado e não ficar para trás pela seleção natural, mesmo no 'interior'.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Palestra: 'Web: tire seu outdoor do porão'

Fui convidado para fazer uma palestra sobre web no 5° Festpublic, promovido pelo curso de Publicidade e Propaganda da Campo Real, em Guarapuava-PR.

Falar sobre web não é fácil, já que o assunto é muito abrangente e o público, apesar de estudantes de publicidade, tinha um nivelamento superficial sobre o tema. Então a palestra foi voltada sobre o planejamento web pela ótica da comunicação. Abaixo estão os slides da apresentação.


Bem, sendo a primeira vez que ministro uma palestra sobre o tema, acho que não foi de todo mal. Mas com certeza não se pode agradar a gregos, troianos e fakes.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

BarackObama.com

A política é um assunto muitas vezes indigesto, assistir um horário político pode ser pior do que tortura física, um comício sem show não vale a pena e tantas outras afirmações do senso comum evocam a cada eleição.

Fazer marketing político é uma tarefa complicada que demanda atenção, controle, verba e principalmente feeling. E feeling anda sendo o diferencial do candidato Barack Obama à presidência dos EUA.


Barack Obama tem uma equipe competente zelando pelo seu marketing. Um braço da estratégia muito importante para esse branding estrondoso de Obama é a web. BarackObama.com, o site da campanha, é clean, bem arquitetado e montado com XHTML usando práticas de Tableless. Agradável de ler, agradável de admirar, completo no conteúdo, dinâmico, atualizado, rápido no acesso e se já não bastasse tanto, disponibilizou um site de relacionamento (my.barackobama.com) para seus eleitores e interessados discutirem em torno dos assuntos inerentes à campanha.


Obama também tem expressividade em redes de relacionamento externas ao seu site. Há um canal no youtube, devidamente personalizado com a identidade visual da campanha, em que estão os vídeos relacionados ao candidato. Barack Obama poderia contentar-se com todos estes pontos citados e já ser considerada uma das campanhas políticas mais inovadoras de todos os tempos, mas ele vai além. Tem até viral dele pelo Youtube, com diversos cantores voluntários cantando trechos de seus discursos.





Como já foi dito em outros sites, sem discutir a competência política ou dignidade, Barack Obama é mais que um candidato, é um case de Marketing Político.

sábado, 2 de agosto de 2008

Responsabilidade Social na Web

Estas últimas aulas da pós-graduação que estou cursando, ministradas pelo Prof° Silvio Stefano para a disciplina de Responsabilidade Social, esclareceram muitas dúvidas. Ao mesmo tempo, surgiram-me tantas outras sendo talvez a mais interessante: Como aplicar a Responsabilidade Social no ambiente Web?

Eu não sou expert no assunto, mas logo lembrei da ação 'Banco do Planeta' do Banco Bradesco. Este é um case que me deixou muito surpreso pelo modo como chegou à internet. Desenvolvido pela agência Click, o bancodoplaneta.com.br entrou no ar com uma campanha épica para anunciar o novo posicionamento do Bradesco.



Pesquisando sobre estratégias para promover o Marketing Social com relação ao meio ambiente, entrei neste site por lembrar da campanha e já cadastrei um perfil para entender a dinâmica do site.

Encontrei uma rede de relacionamento ativa, com um grande volume de conteúdo colaborativo e mediada com destreza e agilidade. As pessoas trocam informações, aconselham, perguntam, tendo como foco a sustentabilidade. O site ganhou vida própria e não precisa mais se apoiar na campanha de posicionamento para existir. Já tornou-se habito navegar, informar-se e relacionar-se nele. Essa propagação via site de relacionamento com geração de conteúdo colaborativo sobre como promover ações para sustentabilidade é, por enquanto, pra mim, uma das melhores ações de Marketing Social na Web que já apareceu pelo Brasil, quissá pela América Latina.

Com certeza a agência Click foi muito competente ao desenvolver o planejamento desse projeto. E sobre o aspecto técnico, é uma rede de relacionamento gerada e customizada a partir do site ning.com. A customização com direito, dentre outras coisas, o dominio personalizado custa US$4 por mês, senão é gratuito. Simples? Sim! Mas deu muito certo.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Oficina 4x4 Web - CCPR

Aconteceu nos últimos dois sábados de Julho a oficina 4x4 web do Clube de Criação do Paraná (CCPR) no Centro de Criatividade de Curitiba, sede do próprio clube.

(Fotos: Celia Camargos e Rodrigo Labatut)

Foram ministradas apresentações sobre quatro disciplinas: Planejamento Web, Mídia Online, Design de Interface e Mídia sociais e digitais.

De guarapuava fomos eu, Marcelo, e o Mateus, Webdesigner da i9. Pudemos ver algumas práticas adotadas pelos profissionais que apresentaram o conteúdo proposto e também dos profissionais que assistiram.

Além do rico networking proporcionado pelo evento, surgiram novos tópicos para nortear nossas pesquisas para capacitação. Confesso que o CCPR me surpreendeu na assistência dedicada. Também me surpreendi com o n° de sócios do CCPR, acreditava que fosse maior.

Vejo que boa parte dos publicitários Curitibanos não dão o devido valor ao Clube de Criação do Paraná e que a entidade poderia direcionar mais eventos ao interior.

Saiba mais sobre o CCPR: http://www.ccpr.org.br/